
Tenho recebido algumas perguntas sobre competências a serem desenvolvidas em um mundo que se transforma a cada momento. Refletindo a respeito, acredito que uma recomendação ao profissional contemporâneo seja a de aperfeiçoar sua sociabilidade, ou seja, as diversas e complexas maneiras de como ele se relaciona com a sociedade. Neste escopo, alguns requisitos “antigos” podem ser resgatados: a empatia, que de forma bem simples significa colocar-se no lugar do outro; a simpatia, que revela-se no momento em que nossa presença torna-se prazerosa para alguém e a comunicação adequada, que expressa com legitimidade nosso jeito de ver o mundo.
Em uma época de conexões, na qual transparência, confiança e reciprocidade são ingredientes de uma boa relação, desenvolver a sua interface social é adquirir um bilhete de ida para o universo das realizações. Boa viagem!
Um dos aspectos fundamentais para obtenção de resultados nesta era do conhecimento é a perseverança. Isso por que os indivíduos estão fortemente influenciados pela volatilidade da informação, que produz desejos e frustrações muito rapidamente.
O desenvolvimento da disciplina da concentração é algo que merece grande atenção por parte de profissionais de todas as áreas e alguns pontos de atenção são interessantes para buscar o equilíbrio: emails demais, sites demais, projetos demais e informação demais drenam tempo e energia. É necessário aprender a ser seletivo no mundo das redes sociais. Para pensar e agir.
Tenho aprendido sobre o estabelecimento de metas (ou referenciais) e percebido a importância de uma consciência ampla a respeito do que realmente se busca na vida.
Muitas pessoas têm dedicado grande energia às metas de realização profissional, o que é legítimo, porém gera desequilíbrios com o passar do tempo.
A reflexão sobre metas deve considerar também outros aspectos: as metas pessoais, as metas sociais e as metas espirituais (esta última um ensinamento brilhante que recebi do Daniel P. em Minas).
Este conjunto de referenciais, quando construído de modo complementar, possível e virtuoso, proporciona as condições para o desenvolvimento de um ser humano pleno e com maior qualidade de vida.
Ninguém gosta muito de falar sobre fracassos, mas tenho recebido algumas demandas neste sentido, especificamente sobre como lidar com momentos nos quais as coisas não estão dando certo.
Compartilho algumas reflexões sobre o tema e que ajudam no posicionamento do indivíduo nestas situações:
1- Quem quer acertar corre sempre o risco de errar. Normalmente é o que acontece antes do acerto. Errar então é normal. Ainda mais nos rápidos dias de hoje.
2- Não mistifique. Não é por que errou que receberá alguma compensação em acertos. Para acertar é preciso pensar e agir de formas diferentes. Isto significa muito trabalho para acertar.
3- Infelizmente não adianta ficar triste. Esta atitude não irá ajudar em nada. Somente atrapalhar. E não é ser racional e frio. É estar sempre em uma atitude de acerto, de ânimo, de atenção às oportunidades. Você é quem decide.
4- Converse com as pessoas nas quais confia. Elas ajudarão você a processar mais rapidamente os dilemas do fracasso.
5- Deu errado? Levanta, sacode a poeira e da a volta por cima. Para tudo existe uma solução. Acredite em seu potencial criativo !
Em (n) frente !
Muito interessantes as reflexões sobre reposicionamento de profissionais no mercado de trabalho. Tenho recebido diversas perguntas relacionadas à carreira e empregabilidade. Acho que mais do que nunca o futuro de um profissional será o resultado de sua capacidade de aplicar conhecimentos para gerar valor e também de articular redes para difusão de informações, no sentido de tornar-se legitimamente conhecido pela sua competência.
Desta maneira, colocar-se sempre na posição de aprendizado e desenvolver habilidades sociais são fundamentais para uma carreira promissora. E nunca é tarde demais para começar.
Tenho recebido algumas questões sobre gerenciamento de projetos. Considerando toda a sofisticação tecnologica de softwares e planilhas, gostaria de destacar a disciplina do gestor para a organização de informações e compartilhamento. Isso significa manter atualizadas e disseminadas as informações para todos os atores que fazem parte do projeto. Pode parecer óbvio, mas a falta desta disciplina produz muitos custos de transação, retrabalhos e duplicidade de ações. Por sua vez estes fatores criam stress, insatisfação e desconfiança, o que destrói ou impede o avanço das redes sociais internas. Tudo isso vai contra a existência de um ambiente inovador e dificulta (ou impossibilita) o desenvolvimento de equipes vencedoras. Para pensar.
Mesmo com bom planejamento e cuidados, coisas podem dar radicalmente erradas no momento da ação. Então, o quê fazer? A resposta: atitude pró-solução. Nesta hora percebe-se claramente a diferença do gestor “mecanico” para o gestor “solução”. O primeiro corre o risco de cair na armadilha da reclamação, da justificativa burocrática e da auto-proteção. O segundo põe a mão na massa, usa de criatividade e relacionamentos para encontrar soluções rápidas e corre riscos. Normalmente produz o resultado esperado.
Nestes últimos dias pude presenciar (e aprender) observando uma situação como essa. Sem dúvida, o segundo perfil vale bem mais.
Que utilidade tinha uma espada Samurai (Katana) bem equilibrada e afiada, ou um elaborado método de combate, se o guerreiro que deveria estar preparado para enfrentar a cada dia a morte não havia desenvolvido uma plataforma interior estável e capaz de agir e reagir conforme as circunstâncias? A postura e consciência de momento que o guerreiro medieval necessitava desenvolver para o combate e manter-se vivo é a mesma que um executivo ou empreendedor modernos precisam para tomadas de decisão em um mundo cada vez mais dinâmico. No Japão o “caminho” de desenvolvimento desta postura proativa e equilibrada chama-se Haragei que é composto de dois conceitos integrados, o “Conceito do Centro” (Hara) e o “Conceito da Energia Intrínseca” (Ki). Um complementa o outro.
O Conceito do Centro (Hara) é relacionado a uma postura equilibrada que mesmo em um ambiente turbulento mantém a calma e consciência. É ter o espírito semelhante à superfície de um lago que reflete perfeitamente a Lua. Com o desenvolvimento do Centro (Hara) o indivíduo em momentos de grandes desafios consegue ter uma visão plena do ambiente e tomar decisões mais coerentes e efetivas. Em relação sinérgica com o Centro (Hara), o Conceito da Energia Intrínseca (Ki) traz a força motriz que materializa os pensamentos em ações, que une e influencia corpos distantes, que pode ser usada com agressividade ou delicadeza. Um guerreiro com um golpe de espada podia cortar ao meio um capacete de aço ou uma simples folha ao vento, um Líder moderno motiva sua equipe para a busca de resultados em um ambiente desafiador integrando razão (metas, objetivos, indicadores) e paixão.
Como o Haragei é composto da união do Centro (Hara) e Energia (Ki), é necessário que ambos existam para que ele materialize seu potencial. Executivos/empreendedores em posição de liderança que possuem muita energia mas sem uma postura equilibrada, não são capazes de atingirem objetivos em ambientes turbulentos e dinâmicos pois perdem a coerência em suas decisões. O contrário também é uma verdade, executivos/empreendedores que possuem uma postura equilibrada mas que não têm energia suficiente não conseguem materializar seus planos em ações práticas.
Quando o Haragei é transposto de uma visão do indivíduo para a de uma equipe (empresa) seu poder aumenta. Neste contexto o “Centro Individual” transforma-se em um “Centro Social”, o Centro (Hara) passa a englobar todos os indivíduos da equipe aumentando a Energia Intrínseca (Ki).
O desenvolvimento do Centro (Hara) e da Energia Intrínseca (Ki) é um caminho possível para qualquer individuo ou equipe. O Centro (Hara) é desenvolvido buscando-se o autoconhecimento e respeito por todos os seres, a noção de que para cada lado positivo existe o negativo, para o ponto forte o fraco, que os fatos da vida são oportunidades de aprendizado e são os desafios os melhores mestres para o crescimento. No caso da Energia Intrínseca (Ki), ela não precisa ser desenvolvida pois existe naturalmente em todos os lugares, o que é necessário para usar seu poder é canalizá-la com foco e determinação, como faz um feixe de raio laser. Um exemplo empresarial de falta de foco é a diversificação de investimentos, para alguns é uma maneira de preservar o capital e diminuir o risco, mas considerando o Conceito da Energia Intrínseca (Ki), pode representar uma perda de potencial. Um guerreiro no momento de um golpe expõem partes do corpo pois canalizou a energia para um ponto de ataque, o Tigre quando sai da tocaia para abater a presa fica vulnerável (texto enviado pelo Rodrigo D.)






