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Fiquei muito surpreendido positivamente com a organização do Encontro Paulista de Empresas Júniores - EPEJ 2011, que aconteceu nesse feriado de junho, na EESC/USP, em São Carlos. Encontrei um pessoal animado, inteligente, organizado, com vontade de fazer a diferença no mundo.

O que me chamou a atenção, além do profissionalismo da equipe organizadora, foi a forte consciência da combinação entre sustentabilidade e prosperidade. Essa maneira de pensar tem tudo a ver com as premissas de inovação nos Science Parks Europeus e permite uma perspectiva muito promissora para esses jovens líderes. Assista aqui à mensagem final da apresentação.

 Parabéns ao #MEJ – Movimento de Empresas Juniores. Que os sonhos se transformem em visão empreendedora e em realidade.

Grande abraço, foi uma honra poder contribuir. :)

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Tudo é possível! Pense inovação!

em 21 de junho de 2011.

Com o slogam “anything is possible”, o Ideon Science Park , localizado em Lund, na Suécia, impressiona pela combinação de gentileza de sua equipe com uma arquitetura criativa. Num edifício altamente atrativo em termos de creative place, abriga atualmente 2790 empresas e mais de 2000 profissionais. Na incubadora Ideon Innovation,  um de seus diversos componentes,  uma característica marcante  é o fato de que o critério essencial para que uma empresa possa participar do processo de incubação  é que tenha um produto realmente inovador para desenvolver. Isto é, não se pode, para ser aceito na incubadora, apresentar uma proposta de melhoria ou de adaptação de algo já existente, mesmo que seja uma oportunidade de negócios. Isto é muito desafiador. Com essa filosofia o parque se posiciona com uma oferta de infra-estrutura (salas, cafés, labs, serviços técnicos efacilidades em geral), networking com protagonistas da inovação e branding (marca). Isso mesmo. Fazer parte do IDEON Science Park Science representa fortalecimento da marca da empresa participante, e isso é ótimo para fazer negócios.

Esse aspecto de valores intangíveis em torno dos Science Parks da Escandinávia são também notados no LindHomen SP, em Gotemburgo, também na Suécia.  Observando a atmosfera do parque, fica claro que inovação tem tudo a ver com tradição, civilidade, transparência e confiança . Os cidadãos fazem parte dos conselhos do parque , que tem seu orçamento baseado no número de habitantes da região. Em termos de internacionalização, o mercado brasileiro é de grande interesse para as empresas européias baseadas em inovação.

 Meu aprendizado: somente se constrói algo permanenteem termos de desenvolvimento sustentável, quando existe motivação empreendedora, propensão ao risco, consciência e abertura para fazer novas conexões.

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Uma das crenças que mais me chama a atenção nos países escandinavos em relação à inovação é no fato de que ela produz riqueza. Isso é, a antiga combinação de capital e trabalho é agora acrescida de aspectos como educação, pesquisa e tecnologia. É a parcela essencial do capital intangível, gerado pela criatividade de indivíduos e da comunidade a partir de necessidades da sociedade, do cliente.

A conseqüência é o crescimento da economia, o aumento de exportações, o aumento de empregos gerados, o desenvolvimento regional e a melhoria da qualidade de vida. Ótimas perspectivas para qualquer país do mundo.

Meu aprendizado: projetos de inovação devem ser orientados pelo mercado, pelas necessidades diretamente relacionadas ao uso do produto pelo cliente. Faz toda a diferença.

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O Mjärdevi Science Park é um complexo extraordinário para promoção da inovação. Localizado na região de Linkoping e Nookoping, na Suécia, o parque foi criado em 1984 com 6 empresas e 150 funcionários. Atualmente possui 260 empresas, 5200 funcionários e 900 estudantes.  Dentre as empresas existem marcas de expressão mundial como SAAB, Ericsson, Motorola e Flextronics. Além disso,  75% das empresas são de pequeno porte, com até 9 funcionários.

Um dos segredos para o sucesso do parque é a capacidade de estabelecer conexões entre todo o sistema de inovação, incluindo investidores e fornecedores. Isso é feito através de programas específicos que proporcionam o intercâmbio de conhecimento e a realização de negócios.

Meu aprendizado: políticas públicas voltadas à inovação devem realizar a aproximação dos atores protagonistas do processo inovador. Ações puntuais e isolamento podem até produzir inovação, mas a um custo bem mais alto do que através da colaboração.

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 A inovação como motor do desenvolvimento traduz-se em resultados expressivos no ranking de competitividade mundial.  Os países da Escandinávia, com áreas relativamente pequenas se comparadas a grandes países como o Brasil, optaram estrategicamente pelo investimento intenso em educação ao longo dos anos e elegeram  o conhecimento como a sua principal força competitiva.  O Global Competitiveness Report 2010-2011 demonstra o acerto dessa escolha, bem como a análise da Relação entre inovação e PIB, que posiciona aqueles países com maior inovação entre os mais ricos do mundo. Somente para se ter uma idéia, o PIB per capta de um país como a Finlândia, com 5 milhões de habitantes,  é de USD 34.000.

O Brasil tem muito por fazer nessa área, especialmente porque existem muitos recursos e processos disponíveis para fomentar a inovação e os resultados não são assim tão expressivos. Além disso, uma economia em crescimento oferece o terreno necessário para a atração de investimentos. É hora de acelerar decisões, de simplificar procedimentos e de produzir resultados.

Existe uma região em torno da cidade de Turku, que é muito voltada para a tecnologia e inovação. O Turku Science Park congrega diversos clusters, focando sua atuação no desenvolvimento de negócios e transferência de tecnologia. Vale uma boa navegada para conhecer mais detalhes.

Meu aprendizado: é preciso investir em coordenação de relações, em adensamento de redes, em colaboração entre empresas, governo e universidades e em  desburocratização.  A inovação acontece quando se combina espírito empreendedor, conhecimento, foco, relacionamento e recursos financeiros.

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Parques tecnológicos na Finlândia

em 13 de junho de 2011.

A Finlândia é um país muito caracterizado pelos investimentos em inovação.  Nas proximidades de Helsinque está localizado o Lahti Science and Business Park, que funciona com foco em negócios com tecnologia limpa, especialmente água, tratamento de lixo e  fontes alternativas de energia. Sem dúvida foi
uma escolha acertada o estabelecimento dessa abordagem nos últimos 30 anos. Nesse contexto, o Lahti SBP atua através do desenvolvimento de novas empresas em uma incubadora de empresas, do fortalecimento de clusters e com a prestação de serviços técnicos.
Muito interessante também é a perspectiva de internacionalização de projetos, principalmente na China, India e Russia. Além disso, a ambientação física pró-inovação do LSBP é muito agradável e estimula a criatividade numa mistura de cores e design. Ótimo local para conceber ideias novas (foto).

Refletindo sobre o parque tecnológico de Lahti, fica clara a importância de um foco
estratégico e do planejamento a médio e longo prazos para projetos de desenvolvimento através da inovação. Destaca-se também
o network formado entre instituições de apoio, universidades, estudantes, experts e empresas.  O LSBP é tratado como um negócio, com resultados e indicadores bem definidos e xpectativa de retorno financeiro.

Também na região de Helsinque localiza-se o Tekel, uma associação de parques tecnológicos que tem a função de adensar a rede de profissionais, parques e instituições. Sua atuação é baseada no modelo teórico da hélice tripla, com  acréscimo de mais uma dimensão, a dos consumidores.

Meu aprendizado: compreender megatendências e posicionar um projeto com foco definido é meio caminho para a obtenção de resultados. Correr riscos é papel de instituições promotoras de inovação. Estabelecer processos de colaboração e relacionamento é fundamental para o sucesso de iniciativas voltadas à inovação.

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O laboratório da escola

em 5 de junho de 2011.

Outro dia estava me lembrando do laboratório de química da escola em que estudava, no ensino fundamental. Era uma sala misteriosa, que era aberta somente numas duas vezes por ano, para aulas super especiais. Para os alunos, era uma honra mística poder fazer uma aula no laboratório. Uma verdadeira experiência.

O Brasil ainda tem poucos cientistas, poucas patentes, poucos doutores; quando comparado aos países no topo da lista das descobertas científicas e da inovação competitiva. Será que os laboratórios das escolas continuam fechados? 

Espero que não…mas é necessário um investimento intenso e constante na educação , que resultará em novas patentes, em conhecimento de ponta e em competitividade.

Ah, estou preparando uma série de posts sobre tecnologia em países desenvolvidos. Em breve estarão aqui no blog do Conselheiro Criativo. Grande abraço!

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Um draft sobre megatendências

em 9 de abril de 2011.

Tenho estudado vários textos e conversado com pessoas interessantíssimas, detentoras dos mais vários pensamentos sobre tendências, um assunto do qual gosto muito.

Para compartilhar o que tenho aprendido, apresento a seguir um conjunto de dez megatendências que elaborei no sentido de ajudar você a formar sua própria compreensão do que poderá nos afetar em breve.

Em algumas inseri comentários. Espero o seu também. Vamos a elas:

1)      As maneiras de aprender irão mudar.

- A sala de aula como interface de aprendizagem será substituída pela experiência simulada em tempo real.

2)      O trabalho será remunerado pelos resultados e entregas e não pelo tempo disponibilizado ao contratante.

- As leis do trabalho necessariamente irão ser modificadas para atender a essa nova realidade.

3)      O compartilhamento se estenderá para os bens, além do conhecimento.

- Seu carro (parado), sua casa de  lazer (vazia), a memória de seu computador (desligado). Tudo será compartilhado.

4)      A evolução da tecnologia irá permitir que o cérebro interprete cada vez mais as conexões virtuais como se fossem reais.

- Novos negócios baseados na experiência sensorial irão surgir.

5)      Empreendimentos serão criados tendo como sócios pessoas que nunca se viram.

- A força dos laços improváveis (hipótese teórica que estou formulando) irá ser cada vez mais praticada.

6)      Empresas reduzirão suas estruturas físicas e concentrarão suas atividades na nuvem.

- A geografia do trabalho individual será substituída pela inteligência coletiva baseada em redes.

7)      As camadas sociais menos favorecidas irão empreender com intensidade.

- O mercado será compreendido como oportunidade de crescimento.

8)      O poder baseado na acumulação de capital  será transferido para o poder de influenciar massas.

- Ser hub de redes sociais valerá muito.

9)      As empresas bem sucedidas serão adotadas como causas pelos seus clientes.

- Essa é a essência do negócio de excelência , resultante da plena interação com o mercado.

10)   O desperdício e o individualismo serão superados pela consciência de sustentabilidade e colaboração.

- Um novo patamar se apresenta como solução para a humanidade.

:)

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Novas perspectivas sobre o futuro

em 9 de abril de 2011.

As grandes tendências apontam para a convergência da tecnologia e o conseqüente entrelaçamento de mentes em torno de afinidades, como causas ideologicas, hobbies, culturas, aprendizados  e negócios. Isso é muito interessante do ponto de vista de antever mudanças poderosas no planeta, mas um elemento crucial precisa ser reposicionado para que todo esse aparato tecnológico funcione realmente como uma alavanca de desenvolvimento. E qual é ele?

Nós mesmos.

Como lidamos com o poder? Com o dinheiro? Com a ética? Com a ambição? Com a frustração? Com o vizinho? Com quem utiliza o mesmo  bem público? Com o ego? Como o desapego? Com o medo? Com o desconhecido? Com a confiança? Com o sucesso?

Essas perguntas podem parecer abstratas, mas são o âmago de uma nova relação social que, se legitimamente ativada, irá produzir um ambiente deliciosamente qualitativo e próspero para se viver. Estou falando de prosperidade e bem estar, ao mesmo tempo que  de desafios e de evolução.

Simples assim (?)

abs :)

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 Ontem  no projeto @ideiasnalaje, surgiu essa interessante pergunta. Minha opinião é a seguinte: aprenda sobre empreendedores genuínos e busque compreender como eles pensam e agem (ler biografias é ótimo para isso).  Depois entenda como você mesmo age em relação à realizações.

Assim você poderá identificar os aspectos de melhoria (que são todo mundo tem) e mãos a obra na experimentação de novas maneiras de agir. Claro, isso deve ser feito sempre respeitando seus limites. A evolução é gradual. 

E para exercitar a prática da atiude empreendedora, existe o Desafio do R$ 1,00  que vai ajudá-lo a conhecer-se melhor. Convido você para a realizá-lo e contar para gente seu aprendizado.

Grande abraço!

Criação Rebellion Comunicação. Desenvolvimento Formaweb.