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Empresas de inovação?

em 14 de setembro de 2011.

Tenho buscado compreender o processo de criação de uma empresa inovadora, ainda mais nesses tempos de internet e a possibilidades de testar negócios digitais “on the job”.  Aprendi algumas lições que me permitiram formular algumas hipóteses, que compartilho na expectativa de conhecer seu ponto de vista. 

A primeira delas é que uma empresa inovadora nasce de uma mistura de ideias e compreensões do mercado em um processo criativo tecnicamente organizado, e que geralmente altera a concepção inicial do negócio. Muita coisa se descobre com o carro em movimento. 

Meu aprendizado:  planejar é importante, mas muitas alterações irão ocorrer. Às vezes radicais. Use métodos mais flexíveis para modelar o negócio.

A segunda é que empreendedores inovadores naturalmente escolhem pensar diferente, e construem mais perguntas do que respostas. Depois disso vão em busca das soluções, impulsionados por um magnetismo de curiosidade.

Meu aprendizado: as respostas que geram valor à proposta inovadora vêm do mercado. Observe a realidade, e o cliente.

Já a terceira hipótese é que um empreendimento inovador flui melhor nas etapas de concepção até a implementação se estiver articulado em uma rede de apoiadores que propiciam  intercâmbio de conhecimento continuamente. Assim o gap de tempo entre uma barreira e uma solução fica reduzido, o que desafia e impulsiona ainda mais a motivação do empreendedor.

Meu aprendizado: a inovação solitária é raríssima. Geralmente será uma invenção. Outra pessoa, agindo em rede, é quem irá lançá-la ao mercado. 

Em tempo: se voce está muito interessado em desenvolver um projeto inovador, conheça o StartUp Farm; super ferramenta (e rede) para ampliar horizontes e testar as hipóteses que citei no post. :)

Bom, são aprendizados para compartilhar. E você o que acha?

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Tive uma interessante experiência hoje no Insper, debatendo aspectos de empreendedorismo e informalidade. Comentários inteligentes e muito interesse demonstram a importância dada ao tema pelos participantes da apresentação.

A questão é sempre instigante em países como o Brasil, que tem no mesmo contexto startups inovadoras ao lado de uma alta taxa de informalidade. Pensando racionalmente, informalidade é uma ameaça à competitividade. Ela tira valor do negócio profissional, gera descompromisso,  anula a competência. Por outro lado, é fonte de sobrevivência para milhões de pessoas.

Mas como lidar com a informalidade em um país com a perspectiva de tornar-se uma potência econômica? Muitas iniciativas de políticas públicas foram implementadas nos últimos anos, como por exemplo, a criação do Empreendedor Individual. Mas muitas outras coisas poderiam ser feitas. 

Estamos então na frente de um desafio: como reduzir a informalidade e aumentar a qualidade das empresas e da vida da população? Gostaria de continuar o debate e conhecer a sua maneira de pensar sobre o assunto. Bom, é só comentar :)

Um abraço!

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Os líderes de hoje em dia

em 15 de agosto de 2011.

Tenho me interessado bastante sobre o tema liderança num mundo em transformação, em boa parte porque as perguntas que recebo aqui no blog têm sido sobre o assunto. Pesquisando argumentações de especialistas e conversando com executivos de ponta, desenvolvi uma perspectiva sobre esse líder, cujas características apresento a seguir.

O líder em um mundo que muda rápido é mais generalista do que especialista, com a competência de compreender as relações de causa e efeito de um sistema organizacional. Ele tem também a habilidade de formar equipes de especialistas, e orquestrar as interfaces entre elas. Fazendo uma metáfora, o líder é uma espécie de construtor de pontes entre plataformas marítimas.

Ele também é focado em resultados, porém seu entendimento sistêmico permite que pense a médio e longo prazos, o que exige uma capacidade de negociação com outros interessados em resultados, porém de curto prazo e que nem sempre são benéficos para a perenidade da empresa. Esse líder compreende também a importância de lidar com os riscos e incertezas de processos inovativos. E acredita que as organizações podem ser sustentáveis, gerando lucro, riqueza e desenvolvimento de grande valor para a sociedade.

Desenvolver essas competências é algo totalmente possível, e praticá-las propicia uma adrenalina incrível e realização. Vale cada momento da experiência :)

Grande abraço!

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As empresas incompetitivas

em 20 de julho de 2011.

Outro dia vivenciei uma cena de cinema em uma sorveteria. Acabou-se o papel que embalava os isopores de sorvete e uma funcionária foi trocar. Fez tudo ao errado, colocou a bobina ao contrário, rasgou várias partes do papel, usou uma faca para tentar forçar o encaixe. Até que pediu ajuda para uma colega que atrapalhou mais ainda. Só então o mestre sorveteiro deixou seus afazeres para arrumar a situação. Tudo isso aconteceu na frente de uma fila de clientes que se acotovelavam do outro lado do balcão de sorvetes. Tudo realmente errado. Três funcionários despreparados gastando energia e tempo de uma empresa, deixando clientes insatisfeitos esperando.

Mutiplique essa cena por milhões de empreendimentos no Brasil. Será que é tão difícil assim de acontecer? Nosso dia-a-dia como cliente revela que não. Serviços de atendimento péssimos, horários que não se cumprem, produtos defeituosos e um monte de coisas mais.

Isso chama-se incompetitividade (inventei agora o termo). É o contrário da competitividade inovadora, virtuosa; uma espécie de incompetência que leva à perda total de diferenciação e força a empresa a batalhar no campo do menor preço. Uma tristeza.

Inovar é fazer o inverso, é entender o que realmente vale para o cliente, e entregar.

Está pensando em iniciar um empreendimento? Não o faça sem ter bastante consciência do que realmente é para ser feito.

Grande abraço!

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Fiquei muito surpreendido positivamente com a organização do Encontro Paulista de Empresas Júniores - EPEJ 2011, que aconteceu nesse feriado de junho, na EESC/USP, em São Carlos. Encontrei um pessoal animado, inteligente, organizado, com vontade de fazer a diferença no mundo.

O que me chamou a atenção, além do profissionalismo da equipe organizadora, foi a forte consciência da combinação entre sustentabilidade e prosperidade. Essa maneira de pensar tem tudo a ver com as premissas de inovação nos Science Parks Europeus e permite uma perspectiva muito promissora para esses jovens líderes. Assista aqui à mensagem final da apresentação.

 Parabéns ao #MEJ – Movimento de Empresas Juniores. Que os sonhos se transformem em visão empreendedora e em realidade.

Grande abraço, foi uma honra poder contribuir. :)

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Tudo é possível! Pense inovação!

em 21 de junho de 2011.

Com o slogam “anything is possible”, o Ideon Science Park , localizado em Lund, na Suécia, impressiona pela combinação de gentileza de sua equipe com uma arquitetura criativa. Num edifício altamente atrativo em termos de creative place, abriga atualmente 2790 empresas e mais de 2000 profissionais. Na incubadora Ideon Innovation,  um de seus diversos componentes,  uma característica marcante  é o fato de que o critério essencial para que uma empresa possa participar do processo de incubação  é que tenha um produto realmente inovador para desenvolver. Isto é, não se pode, para ser aceito na incubadora, apresentar uma proposta de melhoria ou de adaptação de algo já existente, mesmo que seja uma oportunidade de negócios. Isto é muito desafiador. Com essa filosofia o parque se posiciona com uma oferta de infra-estrutura (salas, cafés, labs, serviços técnicos efacilidades em geral), networking com protagonistas da inovação e branding (marca). Isso mesmo. Fazer parte do IDEON Science Park Science representa fortalecimento da marca da empresa participante, e isso é ótimo para fazer negócios.

Esse aspecto de valores intangíveis em torno dos Science Parks da Escandinávia são também notados no LindHomen SP, em Gotemburgo, também na Suécia.  Observando a atmosfera do parque, fica claro que inovação tem tudo a ver com tradição, civilidade, transparência e confiança . Os cidadãos fazem parte dos conselhos do parque , que tem seu orçamento baseado no número de habitantes da região. Em termos de internacionalização, o mercado brasileiro é de grande interesse para as empresas européias baseadas em inovação.

 Meu aprendizado: somente se constrói algo permanenteem termos de desenvolvimento sustentável, quando existe motivação empreendedora, propensão ao risco, consciência e abertura para fazer novas conexões.

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Uma das crenças que mais me chama a atenção nos países escandinavos em relação à inovação é no fato de que ela produz riqueza. Isso é, a antiga combinação de capital e trabalho é agora acrescida de aspectos como educação, pesquisa e tecnologia. É a parcela essencial do capital intangível, gerado pela criatividade de indivíduos e da comunidade a partir de necessidades da sociedade, do cliente.

A conseqüência é o crescimento da economia, o aumento de exportações, o aumento de empregos gerados, o desenvolvimento regional e a melhoria da qualidade de vida. Ótimas perspectivas para qualquer país do mundo.

Meu aprendizado: projetos de inovação devem ser orientados pelo mercado, pelas necessidades diretamente relacionadas ao uso do produto pelo cliente. Faz toda a diferença.

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O Mjärdevi Science Park é um complexo extraordinário para promoção da inovação. Localizado na região de Linkoping e Nookoping, na Suécia, o parque foi criado em 1984 com 6 empresas e 150 funcionários. Atualmente possui 260 empresas, 5200 funcionários e 900 estudantes.  Dentre as empresas existem marcas de expressão mundial como SAAB, Ericsson, Motorola e Flextronics. Além disso,  75% das empresas são de pequeno porte, com até 9 funcionários.

Um dos segredos para o sucesso do parque é a capacidade de estabelecer conexões entre todo o sistema de inovação, incluindo investidores e fornecedores. Isso é feito através de programas específicos que proporcionam o intercâmbio de conhecimento e a realização de negócios.

Meu aprendizado: políticas públicas voltadas à inovação devem realizar a aproximação dos atores protagonistas do processo inovador. Ações puntuais e isolamento podem até produzir inovação, mas a um custo bem mais alto do que através da colaboração.

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 A inovação como motor do desenvolvimento traduz-se em resultados expressivos no ranking de competitividade mundial.  Os países da Escandinávia, com áreas relativamente pequenas se comparadas a grandes países como o Brasil, optaram estrategicamente pelo investimento intenso em educação ao longo dos anos e elegeram  o conhecimento como a sua principal força competitiva.  O Global Competitiveness Report 2010-2011 demonstra o acerto dessa escolha, bem como a análise da Relação entre inovação e PIB, que posiciona aqueles países com maior inovação entre os mais ricos do mundo. Somente para se ter uma idéia, o PIB per capta de um país como a Finlândia, com 5 milhões de habitantes,  é de USD 34.000.

O Brasil tem muito por fazer nessa área, especialmente porque existem muitos recursos e processos disponíveis para fomentar a inovação e os resultados não são assim tão expressivos. Além disso, uma economia em crescimento oferece o terreno necessário para a atração de investimentos. É hora de acelerar decisões, de simplificar procedimentos e de produzir resultados.

Existe uma região em torno da cidade de Turku, que é muito voltada para a tecnologia e inovação. O Turku Science Park congrega diversos clusters, focando sua atuação no desenvolvimento de negócios e transferência de tecnologia. Vale uma boa navegada para conhecer mais detalhes.

Meu aprendizado: é preciso investir em coordenação de relações, em adensamento de redes, em colaboração entre empresas, governo e universidades e em  desburocratização.  A inovação acontece quando se combina espírito empreendedor, conhecimento, foco, relacionamento e recursos financeiros.

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Parques tecnológicos na Finlândia

em 13 de junho de 2011.

A Finlândia é um país muito caracterizado pelos investimentos em inovação.  Nas proximidades de Helsinque está localizado o Lahti Science and Business Park, que funciona com foco em negócios com tecnologia limpa, especialmente água, tratamento de lixo e  fontes alternativas de energia. Sem dúvida foi
uma escolha acertada o estabelecimento dessa abordagem nos últimos 30 anos. Nesse contexto, o Lahti SBP atua através do desenvolvimento de novas empresas em uma incubadora de empresas, do fortalecimento de clusters e com a prestação de serviços técnicos.
Muito interessante também é a perspectiva de internacionalização de projetos, principalmente na China, India e Russia. Além disso, a ambientação física pró-inovação do LSBP é muito agradável e estimula a criatividade numa mistura de cores e design. Ótimo local para conceber ideias novas (foto).

Refletindo sobre o parque tecnológico de Lahti, fica clara a importância de um foco
estratégico e do planejamento a médio e longo prazos para projetos de desenvolvimento através da inovação. Destaca-se também
o network formado entre instituições de apoio, universidades, estudantes, experts e empresas.  O LSBP é tratado como um negócio, com resultados e indicadores bem definidos e xpectativa de retorno financeiro.

Também na região de Helsinque localiza-se o Tekel, uma associação de parques tecnológicos que tem a função de adensar a rede de profissionais, parques e instituições. Sua atuação é baseada no modelo teórico da hélice tripla, com  acréscimo de mais uma dimensão, a dos consumidores.

Meu aprendizado: compreender megatendências e posicionar um projeto com foco definido é meio caminho para a obtenção de resultados. Correr riscos é papel de instituições promotoras de inovação. Estabelecer processos de colaboração e relacionamento é fundamental para o sucesso de iniciativas voltadas à inovação.

Criação Rebellion Comunicação. Desenvolvimento Formaweb.