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Guerra e Paz

em 20 de março de 2012.

Tive a grata satisfação de assistir, em São Paulo,  à exposição do painéis Guerra e Paz, obra máxima de Candido Portinari, concebidos e elaborados para adornar a sede da ONU nos EUA. Na galeria da exposição pude notar os diversos estudos prévios (ou protótipos) que nortearam a elaboração da obra final. São “rascunhos”, verdadeiras obras de arte que utilizaram milhares de horas de trabalho do mestre e de sua equipe.

Na mesma área estão também os documentos que registraram as articulações institucionais que foram necessárias para a realização da transação. Pode-se dizer que também são obras de arte. Nota-se o cuidado diplomático na elaboração das frases de cada documento, cuidado decorrente da consciência da grandeza do projeto. Isso sem falar da rede mundial de conexões que, comunicando-se por cartas manuscritas ou datilografadas, colaborou em diversas etapas do projeto, nem que fosse “somente” para transmitir boas energias ao mestre.

No grande final da exposição estavam eles, os painéis, deixando o público atônito perante os desdobramentos da guerra e da paz.

Fiquei então tentando extrair aprendizados de tudo aquilo para os dias atuais. Como seria a execução de uma obra tão grandiosa com a linguagem tecnológica e imediatismo de hoje? Será que o processo seria acelerado? Será que o resultado final seria tão impactante? Será que as tintas intoxicariam o mestre?

Bom, com certeza seria muito diferente, o que não quer dizer mais eficaz (isso é para pensar).

Meus aprendizados então foram os seguintes: que foco e disciplina intensa são ingredientes presentes em obras grandiosas para as quais tempo é fundamental; que a inovação ocorre com a realização de estudos prévios (os protótipos) que diminuem os riscos da incerteza e produzem conhecimento e, por fim, observando os painéis prontos, que a atmosfera criativa é muito mais rica em tempos de paz, embora na guerra ela signifique sobrevivência.

Quer saber mais sobre Guerra e Paz? Acesse por aqui.

Abraços :)

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Os protótipos…

em 28 de fevereiro de 2012.

  Tenho recebido várias perguntas super legais de interessados em startups, com dúvidas sobre protótipos. Parece-me que existe uma trava imaginária que não permite conceber a execução de um protótipo antes do projeto da empresa. Acho que a ideia do plano de negócios está muito cristalizada na mente do empreendedor brasileiro. Isso tem ônus e bônus e é polêmico.

Mas se a ideia é baseada em inovação, o processo de desenvolvimento deve procurar ser o mais lean possível, saindo rapidamente da mente para um esboço, para um design mínimo e para uma realidade a ser testada, criticada, estressada e demonstrada, para públicos de verdade.

É esse caminho que começa a dar chance para o projeto despontar. Claro que é caso a caso, claro que tem protótipos caríssimos e sofisticados, mas tem muitos prjetos que são completamente viáveis de prototipar. 

E como fazer isso?

Bom, imagine que esteja interessado em desenvolver um aplicativo. Primeiro desenhe as funcionalidades num simulador ou mesmo toscamente num editor gráfico. Demonstre e aprenda, redesenhe. Vai dar um trabalhão, mas pode ter certeza de que você irá aprender mais com esse exercício do que com qualquer outro.

Depois falamos mais desse assunto.

Grande abraço!

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A hora do APP!

em 1 de fevereiro de 2012.

Estive participando de um evento muito legal, o APP Date SP, que tem a proposta de gerar um ambiente para que negócios baseados em APP aconteçam. Isso é possível porque a criação de um projeto de aplicativos envolve um ecosistema que precisa se conectar para que as coisas aconteçam. Estamos falando de quatro atores principais: os desenvolvedores/designers, os investidores, os consultores/mentores e a mídia. Essas competências precisam estar juntas para aumentar a chance do projeto dar certo.

Para se ter uma ideia desse mercado, o Brasil é o quinto país do mundo que mais cresce em smartphones, totalizando atualmente 19 milhões de aparelhos no país. Mas emplacar um APP best seller não é tarefa simples. É preciso muito estudo, análises e testes.

Nesse contexto é interessante compreender a relação combinada de três variáveis que influenciam a tomada de decisão para investimentos em APP:  são elas a frequência, a pertinência e  a relevância da proposta ou, em outras palavras, quando o engine será usado; porquê será usado e em que o APP é importante para o usuário em termos de sua entrega de valor.

Tudo isso quer dizer que estamos então nos aproximando de uma nova forma de gerar negócios, no qual as Conexões Empreendedoras (não deixe de ler) e a inteligência serão os principais caminhos para uma trajetória de sucesso.

Abs, e não posso deixar de registrar e agradecer ao Marcelo, do TheHub, pelo excelente atendimento. Taí a prova de que tecnologia e excelência nos serviços fazem a diferença.

Valeu!

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Tive a alegria de participar de uma ação de desenvolvimento no Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, onde está acontecendo a exposição em homenagem ao Oswald de Andrade. Em uma imersão de muito aprendizado e reflexão, pude constatar vários elementos de comportamento inovador que aproximam as personalidades idealizadoras do movimento antropofágico dos empreendedores contemporâneos desse início do século XXI.

Estavam presentes lá no início do século XX as premissas de rompimento do status quo, da intensa proposição do novo, da ruptura, do open innovation e do choque de experimentações.

 O resultado disso tudo é um legado, igual ao da Apple, da Microsoft ou de qualquer outra empresa que tenha  provocado a divisão do antes e do depois.

Acho que o legal é isso, entender que a defesa de uma crença, o empreender de um ideal, o desapego dos medos e da influência social podem provocar uma nova realidade.

Captar tudo por todos os sentidos, e originar algo totalmente inédito.

Fica a lição para a gente.

Um grande abraço!

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Oi amigos do blog, sempre no início de ano publico uma interpretação dos estudos de tendências que recebi no último ano.

Vamos a elas?

1) O Brasil está magnético!

O interesse de profissionais qualificados atuarem no Brasil está cada vez maior. Nesse ano o país irá receber muita gente de fora. Acho que no geral isso (ainda) é bom, por causa do intercâmbio, do aprendizado, da multiculturalidade produtiva e de oportunidades que surgem com esses novos públicos. Mas é preciso saber lidar com esse fenômeno.

2) Os pós-PC e a educação continuada!

Acredito que a educação será incrementada com hardwares pós-PC, como tablets e smartphones. Mais leitura, mais interesse no aprendizado e mais conhecimento. Mas atenção, para que não exista desperdício dessa tecnologia toda é preciso saber fazer perguntas inteligentes e ter acabativas nos projetos.

3) Empreendedorismo em alta!

O mercado interno irá garantir crescimento moderado nesse ano e abrirá espaço para o aproveitamento de oportunidades. O que não significa céu de brigadeiro, empreender é cada vez mais para profissionais.

4) O mundo simplificado!

As inovações serão concentradas na simplificação do design e dos processos produtivos. Tudo que é complexo é caro, insustentável e está out. As linguagens empresariais também ficarão cada vez mais simples, para reduzir erros de comunicação.

5) As pessoas querem se expressar com facilidade!

Haverá uma explosão do número de blogs e interfaces em redes sociais, com muita diversidade no melhor estilo cauda longa.  A utilização das plataformas de email começará a diminuir e surgirão novas interfaces de informação, com filtros sofisticados de priorização.

6) A qualidade vence a quantidade nas mídias sociais!

As mídias digitais passarão a priorizar intensamente os hubs, isto é, os formadores de opinião. A maioria dos indicadores quantitativos será deixada em segundo plano. Os indicadores de prestígio e confiança estarão em alta. Mas o que irá valer mesmo são os indicadores de ROI, que se consolidarão cada vez mais.

Por enquanto é isso, vou continuar a refletir mais e aumentar a lista :)  

Aguardo seu comentário e um Feliz 2012 !!!

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Polinizadores da inovação

em 20 de dezembro de 2011.

Ambientes geeks são mesmo uma delícia de frequentar. As conversas sobre ideias transformadoras, barreiras de mercado, viagens na maionese, venture capital, sucesso, fracasso, medos e outros assuntos são muito interessantes. Ainda mais conhecendo gente nova com vontade de realizar e deixar sua marca no mundo.

É uma sensação de alegria indescritível, pelo menos para mim hehe.

Acho que as rodadas geeks, materializadas em movimentos mais ou menos sofisticados irão acontecer mais e mais no Brasil dos próximos anos. E gostaria de dar os parabéns aos pioneiros, desde os movimentos iniciais das Incubadoras de Base Tecnológica na década de 80, até hoje.

Citando alguns polinizadores contemporâneos: as turmas da ResultsOn, do StartupFarm, do Geeks on Beer, do Saia do Lugar Empreendemia, do Startupi, do YouPix, do Ponto de Contato, do Hub São Paulo, do Social Web Day, do Brazil Innovators , da Évora, do Top Blog e muitos outros.

 É preciso turbinar o cenário Geeks on Business no Brasil! Gente do bem, inteligente, com desejo de transformar e gerar riqueza sustentável!

Continuem pessoal! Grande 2012!

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Estamos chegando ao final de um ano muito especial em termos de difusão da cultura da inovação no Brasil. Por onde quer que a gente ande tem eventos acontecendo, encontros geeks, casos espetaculares e muita produção nacional. Acho que estamos descobrindo um jeito brasileiro de fazer inovação. Claro, tem muita coisa ainda para fazer (o que é ótimo para empreendedores privados e públicos), mas a consciência empresarial  e política para a inovação está se espalhando, e rápido.  

Nessa onda,  grandes protagonistas vem ativando suas redes de clientes e parceiros para levar a mensagem da inovação. Um exemplo é o Banco Itaú, que vai reunir no dia primeiro de dezembro, na Conferência de Inovação, grandes nomes brasileiros, como o publicitário Nizan Guanaes, para contar suas experiências e casos. E o mais legal é que não é preciso estar na Bienal do Ibirapuera para assistir, vai ser tudo transmitido ao vivo pela internet, das14 às 19h. Free.

Para assistir é só acessar a transmissão no Facebook clicando aqui.

Acho muito legal divulgar iniciativas como essa e colaborar para que a inovação no Brasil seja ainda mais realidade. Ah, e se quiser entrar nessa é só compartilhar a dica nas suas redes, usando os dispositivos  de share aqui do blog.

Valeu,

grande abraço!

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Depois de um tempinho sem publicar posts aqui no blog, estou de volta. Peço desculpas aos leitores e agradeço os vários emails solicitando conteúdo. É muito legal saber que o blog é útil para um público diferenciado. Nessa temporada aprendi coisas interessantíssimas sobre gestão da inovação. Uma das que mais me encantou foi a simplicidade do BMG – Business Model  Generation, idealizado pelo Alex Ostewalder (veja entrevista) e seu time de crowdsourcing mundial. O modelo tem o poder de provocar quase que instantaneamente uma revisitação nos conceitos de planejamento de empreendimentos. E não é só isso. O BMG é genial também pela sua apresentação e lógica, e por impulsionar o empreendedor a levantar-se de sua confortável poltrona e ir mergulhar na realidade do mundo, trazendo insumos para o seu pipeline. Além disso, as práticas de Design Thinking – DT, dão vida ao modelo e provocam idas e vindas que transbordam para o pensar “fora da caixa”. Para aqueles mais “nérdicos”, os fundamentos do “scrun” para lidar com incertezas e ambientes complexos geram adrenalina intensa e minimizam riscos.

No Conexões Empreendedoras expliquei a diferença entre “abrir um negócio” e “ganhar dinheiro com um negócio”. O DT aplicado ao BMG dá as chances para a descoberta das sutilezas que produzem valor ao cliente.

Bom, não preciso dizer que estou bastante animado com todas essas possibilidades para modelagem de empreendimentos inovadores e seu impacto futuro na economia do país. Se quiser saber mais me escreva, terei o maior prazer em intercambiar conhecimentos.

Inspire-se!

Grande abraço!

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Empresas de inovação?

em 14 de setembro de 2011.

Tenho buscado compreender o processo de criação de uma empresa inovadora, ainda mais nesses tempos de internet e a possibilidades de testar negócios digitais “on the job”.  Aprendi algumas lições que me permitiram formular algumas hipóteses, que compartilho na expectativa de conhecer seu ponto de vista. 

A primeira delas é que uma empresa inovadora nasce de uma mistura de ideias e compreensões do mercado em um processo criativo tecnicamente organizado, e que geralmente altera a concepção inicial do negócio. Muita coisa se descobre com o carro em movimento. 

Meu aprendizado:  planejar é importante, mas muitas alterações irão ocorrer. Às vezes radicais. Use métodos mais flexíveis para modelar o negócio.

A segunda é que empreendedores inovadores naturalmente escolhem pensar diferente, e construem mais perguntas do que respostas. Depois disso vão em busca das soluções, impulsionados por um magnetismo de curiosidade.

Meu aprendizado: as respostas que geram valor à proposta inovadora vêm do mercado. Observe a realidade, e o cliente.

Já a terceira hipótese é que um empreendimento inovador flui melhor nas etapas de concepção até a implementação se estiver articulado em uma rede de apoiadores que propiciam  intercâmbio de conhecimento continuamente. Assim o gap de tempo entre uma barreira e uma solução fica reduzido, o que desafia e impulsiona ainda mais a motivação do empreendedor.

Meu aprendizado: a inovação solitária é raríssima. Geralmente será uma invenção. Outra pessoa, agindo em rede, é quem irá lançá-la ao mercado. 

Em tempo: se voce está muito interessado em desenvolver um projeto inovador, conheça o StartUp Farm; super ferramenta (e rede) para ampliar horizontes e testar as hipóteses que citei no post. :)

Bom, são aprendizados para compartilhar. E você o que acha?

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As empresas incompetitivas

em 20 de julho de 2011.

Outro dia vivenciei uma cena de cinema em uma sorveteria. Acabou-se o papel que embalava os isopores de sorvete e uma funcionária foi trocar. Fez tudo ao errado, colocou a bobina ao contrário, rasgou várias partes do papel, usou uma faca para tentar forçar o encaixe. Até que pediu ajuda para uma colega que atrapalhou mais ainda. Só então o mestre sorveteiro deixou seus afazeres para arrumar a situação. Tudo isso aconteceu na frente de uma fila de clientes que se acotovelavam do outro lado do balcão de sorvetes. Tudo realmente errado. Três funcionários despreparados gastando energia e tempo de uma empresa, deixando clientes insatisfeitos esperando.

Mutiplique essa cena por milhões de empreendimentos no Brasil. Será que é tão difícil assim de acontecer? Nosso dia-a-dia como cliente revela que não. Serviços de atendimento péssimos, horários que não se cumprem, produtos defeituosos e um monte de coisas mais.

Isso chama-se incompetitividade (inventei agora o termo). É o contrário da competitividade inovadora, virtuosa; uma espécie de incompetência que leva à perda total de diferenciação e força a empresa a batalhar no campo do menor preço. Uma tristeza.

Inovar é fazer o inverso, é entender o que realmente vale para o cliente, e entregar.

Está pensando em iniciar um empreendimento? Não o faça sem ter bastante consciência do que realmente é para ser feito.

Grande abraço!

Criação Rebellion Comunicação. Desenvolvimento Formaweb.